quinta-feira, 4 de abril de 2019

Exposição de EV 3º Ciclo - Arte e engenho

Está a decorrer, na Biblioteca Escolar (BEVA), uma exposição de trabalhos produzidos na disciplina de Educação Visual (3ºciclo) no âmbito da temática ARTE e ENGENHO.
Nos próximos dias, não percam a oportunidade de nos visitar.


terça-feira, 26 de março de 2019

Workshops de escrita criativa - o resultado está à vista!


Palavras à sorte

Escolhi uma palavra a sorte
e calhou-me “portuguesa”
Não consigo fazer um poema.
Mas que tristeza!

Isto não vai ficar bem
nem com ajuda de magia.
Cada vez que escrevo poemas
Desrespeito a poesia.

Já não vem nada
A esta cabeça oca
Mais vale escrever porcaria
Do que dizê-la pela boca.

Diogo Dias 11A

Cinema com palavras.
Menores com vida.
Abre a janela, cidade aberta.
Vê e ouve livros.
Neste mês de março abre a janela.

Diogo Soares 11A

Arrisca Riscar

Marie é assediada pelo Georges, que lhe rouba a prostituta. Os problemas só começaram...

Diogo Dias 11A

Com vergonha do segundo marido, Alberta mata o cão, dentro das grandes paredes da casa, com as janelas abertas. Duas das filhas, lutam uma com a outra para conquistarem o seu amigo. A escolha de uma luta é um apelo à violência que aumenta no mundo.

Gonçalo Lemos 11A

Quando pensas que a tua vida é má, mas vês uma imagem do passado, no qual crianças trabalham como escravas, quase de graça, sem acesso à liberdade da infância, apercebes-te de que afinal aquele 3,3 a matemática não é razão para o suicídio.

Carlos Alves 11A

Fragmentos

Acordei ontem de manhã de um sono inocente. Comecei a ver, sentir e ouvir, e descobri que estava à descoberta, à procura de algo ou alguém, à procura de um fim, à procura de algo que começasse e acabasse, como a lenha acaba em cinzas brancas depois de ardida, à procura de visões, à procura de diferentes formas de procurar…

Daniel Campos 11A

Braga, cidade bela
Onde os deuses repousaram
Por paisagens quase sentimentais
A cultura foi criada.

Catarina Pereira 11A

Existia um cão
Com um bom coração.
Ele gostava de viajar
Por dentro do mar.

O cão era o capitão,
Chefe do navio.
Não tinha ninguém no coração
Pois o tinha vazio.

Ariana Morais 11A

Quando tudo parece acabar
A música é única opção
Pois com ela conseguimos acalmar
O desespero do nosso coração.

Apesar de tudo piorar
Só há uma forma de esquecer:
Colocar os fones a tocar
E esquecer da vontade de morrer.

José Vilaverde 11A

Retorno ao ponto de partida a fingir que está tudo bem: o corpo rasgado e vestido com roupa passada a ferro como forte, oposto da chegada com restos de chamas dentro do corpo, entre um começo e o outro não há nada senão gritos desesperados sob as conversas.

Carlos Alves 11A

Por mais que o tempo passe
eu não consigo com este sofrimento de amar.
Por isso mesmo eu não sei o que faça,
portanto não me critique por minha raiva descarregar.

Por mais que eu tente não posso fugir
E o melhor que eu faço
É descarregar e a boca abrir.

João Barroso 11D

Poema ladrão.

Homem Ferreira de Melo.

À força de um alento verdadeiro
deixa que a minha solidão
prolongue mais a tua.
Parece uma renúncia que ali vai
a ver fantasmas e a dançar na lua,
a rasgar seu magro cativeiro.
É um carvalho a nascer
nas noites estreladas
até ao abismo da ternura derradeira.

Alberto Nemesio

A tempo entrei no tempo
E a minha voz contente dá as boas noites
E lá fora um grande silêncio
Como um Deus que dorme

A tarde suave e os ranchos que passam
Como quem se salva a tempo
Com mais tempo terei tempo
Sentir a vida a correr por mim

Ana Luísa 11A

Vergílio Meireles

Desgaste, corrosão do que de novo
de ti, de mim, da coisa perguntada,
do silêncio da coisa irrespondida. Entre um começo e outro não há nada
não se as minhas perguntas aos depósitos do nada,
exceto nada da vida vivida
pergunto-te onde se acha minha vida.

Inês Magalhães 11A


Dá-me a tua mão.
Parece uma renúncia que ali vai.
A força de um alento verdadeiro.
Deixa que a minha solidão
Da bolota que cai
até ao abismo da ternura derradeira
a rasgar o seu negro cativeiro! Ser!
Nas noites estreladas
E é um carvalho a nascer.
Dá-me a tua mão companheira.
Do que a vida é capaz...
Para aqui de mãos dadas!
O que o dedal da seiva faz
a ver os fantasmas a dançar na lua.

Bárbara Lobo 11A

Meto-me por dentro, e fecho a janela.
A tempo entrei no tempo
E lá fora um grande silêncio como um Deus que dorme.
Sem tempo dele sairei.
Oxalá a minha vida seja sempre isto
Contra tempo, eterno
O dia cheio de sol ou suave de chuva.
No fim dos tempos serei
o último olhar amigo dado ao sossego das árvores.
A paz que usei, e a minha voz contente dá as boas noites
E entretanto, durei.

Diogo Soares 11A

Se é real a luz branca
julguei possuir estrelas
desta lâmpada
real a mão que escreve
são reais os olhos que olham a escrita?
Ai como estrelas andaram
misteriosas e distantes.

Diogo Dias 11A

Enfim, depois de tanto ano passado
Apesar das ruínas e da morte
Tantas retaliações, tanto perigo
A força dos meus sonhos é tão forte
Nunca perdido, sempre reencontrado
Um bicho igual a mim, simples e humano
Sempre comigo um pouco atribulado.

Ricardo Pereira 11A


Antero de Moraes

Enfim, junto do mar tanto perigo.
O velho amigo hesita dum pensamento.
Um pouco atribulado lamento.
Força obscura? Tortura comigo!

João Barroso 11D

segunda-feira, 25 de março de 2019

Encerramento da Semana da Leitura

"Janelas itinerantes".... Com caixilhos imaginários, a biblioteca abriu a sua janela à comunidade. Foi precisamente no último dia da Semana da Leitura, quando as letras já começavam a repousar um pouco...
Começámos por invadir a EB1 Domingos Abreu, com um poema de Miguel Torga... e outros leituras / declamações se seguiram.

Sei um ninho.
E o ninho tem um ovo.
E o ovo, redondinho,
Tem lá dentro um passarinho
Novo.

Mas escusam de me atentar:
Nem o tiro, nem o ensino.
Quero ser um bom menino
E guardar
Este segredo comigo.
E ter depois um amigo
Que faça o pino
A voar...

Ainda houve tempo para presentear a Vereadora da Educação com a musicalidade das palavras da proposição de "Os Lusíadas" de Luís Vaz de Camões.


"As armas e os barões assinalados,Que da ocidental praia Lusitana,Por mares nunca de antes navegados,Passaram ainda além da Taprobana,Em perigos e guerras esforçados,Mais do que prometia a força humana,E entre gente remota edificaramNovo Reino, que tanto sublimaram..."



A passagem pela Creche concretizou-se no regresso à escola.
A Direção do Agrupamento teve direito ao ponto final...




Muito obrigada à Professora Maria Ferreira e aos meninos do 9º C que nos acompanharam nesta atividade.

A Hora do Conto esteve presente na Semana da Leitura


Era quinta feira. Estávamos quase na reta final da Semana da Leitura e entrámos no mundo da literatura infantil em que lobos são os principais protagonistas desta tarde quente de primavera. 
Pela voz, corpo e alma de Estefânia Surreira, “Tio Lobo” - escrito por Xose Ballesteros e ilustrado por Roger Olmos - e “Mocho Comi” - escrito por Carlos Nogueira e ilustrado por Marta Madureira - surgem com um lobo sempre pronto a engolir inteiro quem lhe aparecer à frente, mas também cheio de ensinamentos na moral final de ambas as histórias. O “Tio Lobo” alerta para os perigos da mentira e da gulodice e o lobo devorador de mochos não resistiu à argúcia do sábio mocho, em “Mocho Comi”.
“A Toupeira que Queria Saber Quem Lhe Fizera Aquilo na Cabeça” de Werner Holzwarth, arrancou gargalhadas até às lágrimas com a toupeira em busca do autor do poio que foi ostentando ao longo da história. 
Um belo fim de tarde para todos os ouvintes. 

Obrigada mais uma vez Estefânia!

segunda-feira, 18 de março de 2019

Semana da leitura - Workshop de escrita criativa


Há palavras que fluem naturalmente como a água corrente de um rio. Outras há que embatem nos rochedos da timidez ou simplesmente se escondem à espera de uma oportunidade para saltar cá para fora. Com a finalidade de libertar a inspiração oculta pelos sorrisos rasgados e o olhar cintilante dos nossos jovens, a equipa da Biblioteca Escolar realizou dois workshops de escrita criativa, um direcionado aos alunos do 11º A e outro ao 11ºD.

As técnicas utilizadas não constituem novidade, mas revelam-se funcionais: “poema ladrão”; criação poética a partir de recortes de frases / palavras; escrita inspirada em receitas, anúncios, rótulos de alimentos, entre outros; produção a partir de artigos de revista, nos quais são riscadas algumas palavras.

O resultado espelhou-se na concentração dos alunos durante estas sessões. Rodopiando de mesa em mesa, de modo a passar por todo o tipo de estratégia, os papéis brancos, inicialmente fornecidos, rapidamente se preencheram de palavras escondidas entre os sonhos, acorrentadas entre as inúmeras tarefas que os currículos atuais exigem.

E assim, do nada (ou quase), a alma lusitana, eternamente poética, se libertou por uns instantes…

«Escreve, se puderes, coisas que sejam tão improváveis como um sonho, tão absurdas como a lua-de-mel de um gafanhoto e tão verdadeiras como o simples coração de uma criança.» (Hemingway , Ernest)

Semana da Leitura: Invasões literárias - alunos do CEF


Dez e vinte e a escola está em atividade plena. Sabemos que os alunos do CEF nos esperam e "invadimos" a sua sala com o livro "A Noite em que a Noite não chegou" de José Fanha. 
O início foi tímido e começou connosco - Ana e Maria João - a dar o mote de leitura em voz alta com entoação. A pouco e pouco a timidez desvaneceu-se e deu lugar a leituras por parte dos alunos deste mesmo livro e também da obra “Quanto vale a Amizade”, escrito por Maria Lúcia Carvalhas e ilustrado por Raquel Pinheiro. Já tinha sido usado na atividade dos alunos de Português Língua não Materna no intervalo anterior, na sala de professores, mas, desta vez, foi o Rafael que leu em alemão e em português, para orgulho dos seus colegas, que o aplaudiram no fim.
Como não podia deixar de ser, por fim, a Ana leu "A Noite em que a Noite não chegou".


Iremos continuar a invadir esta escola com literatura para alargar as escolhas destes jovens leitores.

Semana da Leitura - atuação dos alunos de Português Língua não Materna




Às 8:30 de segunda feira dá-se o ensaio geral da apresentação da Leitura encenada baseada no livro “Quanto vale a Amizade”, escrito por Maria Lúcia Carvalhas
e Ilustrado por Raquel Pinheiro.
O nervosismo é visível tanto nos alunos leitores - frequentadores das aulas de Português Língua Não Materna - como nos alunos do Clube de Teatro que os acompanham a fazer o personagem correspondente ao país que representam. 
Vêm de países tão diferentes como a Suíça, a China, a França, a Venezuela e a Inglaterra. Estão a aprender o nosso idioma, mas tentam não esquecer a sua língua nativa. E foi por isso que às 10:20 se apresentaram na sala de professores para lerem excertos deste livro nas duas línguas.
Também os alunos de Teatro conseguiram superar a sua timidez fazendo os quadros vivos do estereótipo do personagem da língua que representaram: uma chinesa de movimentos lentos, uma dançarina sevilhana, um Chaplin divertido, uma rainha de Inglaterra com o seu ar distante, uma alemã da Baviera, a lembrar os Alpes, e Leonardo e Mona Lisa numa pintura ao vivo.
Um momento a repetir pela dimensão de inclusão a que remete, nestes momentos literários.