Está a decorrer, na Biblioteca Escolar (BEVA), uma exposição de trabalhos produzidos na disciplina de Educação Visual (3ºciclo) no âmbito da temática ARTE e ENGENHO.
Nos próximos dias, não percam a oportunidade de nos visitar.
Atividades das Bibliotecas Escolares do Agrupamento de Escolas Vieira de Araújo. BEVA (Biblioteca Escolar Vieira de Araújo) BERO (Rossas) BEVM (EB de Vieira do Minho) BERC (Cávado)
quinta-feira, 4 de abril de 2019
terça-feira, 26 de março de 2019
Workshops de escrita criativa - o resultado está à vista!
Palavras
à sorte
Escolhi uma palavra a sorte
e calhou-me “portuguesa”
Não consigo fazer um poema.
Mas que tristeza!
Isto não vai ficar bem
nem com ajuda de magia.
Cada vez que escrevo poemas
Desrespeito a poesia.
Já não vem nada
A esta cabeça oca
Mais vale escrever porcaria
Do que dizê-la pela boca.
Diogo Dias 11A
Cinema com palavras.
Menores com vida.
Abre a janela, cidade aberta.
Vê e ouve livros.
Neste mês de março abre a janela.
Diogo Soares 11A
Arrisca
Riscar
Marie é assediada pelo Georges, que lhe rouba a
prostituta. Os problemas só começaram...
Diogo Dias 11A
Com vergonha do segundo marido, Alberta mata o cão,
dentro das grandes paredes da casa, com as janelas abertas. Duas das filhas,
lutam uma com a outra para conquistarem o seu amigo. A escolha de uma luta é um
apelo à violência que aumenta no mundo.
Gonçalo Lemos 11A
Quando pensas que a tua vida é má, mas vês uma imagem do
passado, no qual crianças trabalham como escravas, quase de graça, sem acesso à
liberdade da infância, apercebes-te de que afinal aquele 3,3 a matemática não é
razão para o suicídio.
Carlos Alves 11A
Fragmentos
Acordei ontem de manhã de um sono inocente. Comecei a
ver, sentir e ouvir, e descobri que estava à
descoberta, à procura de algo ou alguém, à procura de um fim, à procura de
algo que começasse e acabasse, como a lenha acaba em cinzas brancas depois de ardida, à procura de visões, à procura de
diferentes formas de procurar…
Daniel Campos 11A
Braga, cidade bela
Onde os deuses repousaram
Por paisagens quase sentimentais
A cultura foi criada.
Catarina Pereira 11A
Existia um cão
Com um bom coração.
Ele gostava de viajar
Por dentro do mar.
O cão era o capitão,
Chefe do navio.
Não tinha ninguém no coração
Pois o tinha vazio.
Ariana Morais 11A
Quando tudo parece acabar
A música é única opção
Pois com ela conseguimos acalmar
O desespero do nosso coração.
Apesar de tudo piorar
Só há uma forma de esquecer:
Colocar os fones a tocar
E esquecer da vontade de morrer.
José Vilaverde 11A
Retorno ao ponto de partida a fingir que está tudo bem: o
corpo rasgado e vestido com roupa passada a ferro como forte, oposto da chegada
com restos de chamas dentro do corpo, entre um começo e o outro não há nada
senão gritos desesperados sob as conversas.
Carlos Alves 11A
Por mais que o tempo passe
eu não consigo com este sofrimento de amar.
Por isso mesmo eu não sei o que faça,
portanto não me critique por minha raiva descarregar.
Por mais que eu tente não posso fugir
E o melhor que eu faço
É descarregar e a boca abrir.
João Barroso 11D
Poema
ladrão.
Homem Ferreira de Melo.
À força de um alento verdadeiro
deixa que a minha solidão
prolongue mais a tua.
Parece uma renúncia que ali vai
a ver fantasmas e a dançar na lua,
a rasgar seu magro cativeiro.
É um carvalho a nascer
nas noites estreladas
até ao abismo da ternura derradeira.
Alberto Nemesio
A tempo entrei no tempo
E a minha voz contente dá as boas noites
E lá fora um grande silêncio
Como um Deus que dorme
A tarde suave e os ranchos que passam
Como quem se salva a tempo
Com mais tempo terei tempo
Sentir a vida a correr por mim
Ana Luísa 11A
Vergílio Meireles
Desgaste, corrosão do que de novo
de ti, de mim, da coisa perguntada,
do silêncio da coisa irrespondida. Entre um começo e
outro não há nada
não se as minhas perguntas aos depósitos do nada,
exceto nada da vida vivida
pergunto-te onde se acha minha vida.
Inês Magalhães 11A
Dá-me a tua mão.
Parece uma renúncia que ali vai.
A força de um alento verdadeiro.
Deixa que a minha solidão
Da bolota que cai
até ao abismo da ternura derradeira
a rasgar o seu negro cativeiro! Ser!
Nas noites estreladas
E é um carvalho a nascer.
Dá-me a tua mão companheira.
Do que a vida é capaz...
Para aqui de mãos dadas!
O que o dedal da seiva faz
a ver os fantasmas a dançar na lua.
Bárbara Lobo 11A
Meto-me por dentro, e fecho a janela.
A tempo entrei no tempo
E lá fora um grande silêncio como um Deus que dorme.
Sem tempo dele sairei.
Oxalá a minha vida seja sempre isto
Contra tempo, eterno
O dia cheio de sol ou suave de chuva.
No fim dos tempos serei
o último olhar amigo dado ao sossego das árvores.
A paz que usei, e a minha voz contente dá as boas noites
E entretanto, durei.
Diogo Soares 11A
Se é real a luz branca
julguei possuir estrelas
desta lâmpada
real a mão que escreve
são reais os olhos que olham a escrita?
Ai como estrelas andaram
misteriosas e distantes.
Diogo Dias 11A
Enfim, depois de tanto ano passado
Apesar das ruínas e da morte
Tantas retaliações, tanto perigo
A força dos meus sonhos é tão forte
Nunca perdido, sempre reencontrado
Um bicho igual a mim, simples e humano
Sempre comigo um pouco atribulado.
Ricardo Pereira 11A
Antero de Moraes
Enfim, junto do mar tanto perigo.
O velho amigo hesita dum pensamento.
Um pouco atribulado lamento.
Força obscura? Tortura comigo!
João Barroso 11D
segunda-feira, 25 de março de 2019
Encerramento da Semana da Leitura
"Janelas itinerantes".... Com caixilhos imaginários, a biblioteca abriu a sua janela à comunidade. Foi precisamente no último dia da Semana da Leitura, quando as letras já começavam a repousar um pouco...
Começámos por invadir a EB1 Domingos Abreu, com um poema de Miguel Torga... e outros leituras / declamações se seguiram.
A passagem pela Creche concretizou-se no regresso à escola.
A Direção do Agrupamento teve direito ao ponto final...
Muito obrigada à Professora Maria Ferreira e aos meninos do 9º C que nos acompanharam nesta atividade.
Começámos por invadir a EB1 Domingos Abreu, com um poema de Miguel Torga... e outros leituras / declamações se seguiram.
Sei um ninho.
E o ninho tem um ovo.
E o ovo, redondinho,
Tem lá dentro um passarinho
Novo.
Mas escusam de me atentar:
Nem o tiro, nem o ensino.
Quero ser um bom menino
E guardar
Este segredo comigo.
E ter depois um amigo
Que faça o pino
A voar...
Ainda houve tempo para presentear a Vereadora da Educação com a musicalidade das palavras da proposição de "Os Lusíadas" de Luís Vaz de Camões.
"As armas e os barões assinalados,Que da ocidental praia Lusitana,Por mares nunca de antes navegados,Passaram ainda além da Taprobana,Em perigos e guerras esforçados,Mais do que prometia a força humana,E entre gente remota edificaramNovo Reino, que tanto sublimaram..."
"As armas e os barões assinalados,Que da ocidental praia Lusitana,Por mares nunca de antes navegados,Passaram ainda além da Taprobana,Em perigos e guerras esforçados,Mais do que prometia a força humana,E entre gente remota edificaramNovo Reino, que tanto sublimaram..."
A passagem pela Creche concretizou-se no regresso à escola.
Muito obrigada à Professora Maria Ferreira e aos meninos do 9º C que nos acompanharam nesta atividade.
A Hora do Conto esteve presente na Semana da Leitura
Era quinta feira. Estávamos quase na reta final da Semana da Leitura e entrámos no mundo da literatura infantil em que lobos são os principais protagonistas desta tarde quente de primavera.
Pela voz, corpo e alma de Estefânia Surreira, “Tio Lobo” - escrito por Xose Ballesteros e ilustrado por Roger Olmos - e “Mocho Comi” - escrito por Carlos Nogueira e ilustrado por Marta Madureira - surgem com um lobo sempre pronto a engolir inteiro quem lhe aparecer à frente, mas também cheio de ensinamentos na moral final de ambas as histórias. O “Tio Lobo” alerta para os perigos da mentira e da gulodice e o lobo devorador de mochos não resistiu à argúcia do sábio mocho, em “Mocho Comi”.
“A Toupeira que Queria Saber Quem Lhe Fizera Aquilo na Cabeça” de Werner Holzwarth, arrancou gargalhadas até às lágrimas com a toupeira em busca do autor do poio que foi ostentando ao longo da história.
Um belo fim de tarde para todos os ouvintes.
Obrigada mais uma vez Estefânia!
segunda-feira, 18 de março de 2019
Semana da leitura - Workshop de escrita criativa
Há palavras que fluem naturalmente como a água corrente de
um rio. Outras há que embatem nos rochedos da timidez ou simplesmente se
escondem à espera de uma oportunidade para saltar cá para fora. Com a
finalidade de libertar a inspiração oculta pelos sorrisos rasgados e o olhar
cintilante dos nossos jovens, a equipa da Biblioteca Escolar realizou dois
workshops de escrita criativa, um direcionado aos alunos do 11º A e outro ao
11ºD.
As técnicas utilizadas não constituem novidade, mas
revelam-se funcionais: “poema ladrão”; criação poética a partir de recortes de
frases / palavras; escrita inspirada em receitas, anúncios, rótulos de
alimentos, entre outros; produção a partir de artigos de revista, nos quais são
riscadas algumas palavras.
O resultado espelhou-se na
concentração dos alunos durante estas sessões. Rodopiando de mesa em mesa, de
modo a passar por todo o tipo de estratégia, os papéis brancos, inicialmente
fornecidos, rapidamente se preencheram de palavras escondidas entre os sonhos,
acorrentadas entre as inúmeras tarefas que os currículos atuais exigem.
E assim, do nada (ou quase), a alma lusitana, eternamente
poética, se libertou por uns instantes…
«Escreve, se puderes, coisas que sejam tão improváveis como
um sonho, tão absurdas como a lua-de-mel de um gafanhoto e tão verdadeiras como
o simples coração de uma criança.» (Hemingway , Ernest)
Semana da Leitura: Invasões literárias - alunos do CEF
Dez e vinte e a escola está em atividade plena. Sabemos que os alunos do CEF nos esperam e "invadimos" a sua sala com o livro "A Noite em que a Noite não chegou" de José Fanha.
O início foi tímido e começou connosco - Ana e Maria João - a dar o mote de leitura em voz alta com entoação. A pouco e pouco a timidez desvaneceu-se e deu lugar a leituras por parte dos alunos deste mesmo livro e também da obra “Quanto vale a Amizade”, escrito por Maria Lúcia Carvalhas e ilustrado por Raquel Pinheiro. Já tinha sido usado na atividade dos alunos de Português Língua não Materna no intervalo anterior, na sala de professores, mas, desta vez, foi o Rafael que leu em alemão e em português, para orgulho dos seus colegas, que o aplaudiram no fim.
Como não podia deixar de ser, por fim, a Ana leu "A Noite em que a Noite não chegou".
Iremos continuar a invadir esta escola com literatura para alargar as escolhas destes jovens leitores.
Semana da Leitura - atuação dos alunos de Português Língua não Materna
Às 8:30 de segunda feira dá-se o ensaio geral da apresentação da Leitura encenada baseada no livro “Quanto vale a Amizade”, escrito por Maria Lúcia Carvalhas
e Ilustrado por Raquel Pinheiro.
e Ilustrado por Raquel Pinheiro.
O nervosismo é visível tanto nos alunos leitores - frequentadores das aulas de Português Língua Não Materna - como nos alunos do Clube de Teatro que os acompanham a fazer o personagem correspondente ao país que representam.
Vêm de países tão diferentes como a Suíça, a China, a França, a Venezuela e a Inglaterra. Estão a aprender o nosso idioma, mas tentam não esquecer a sua língua nativa. E foi por isso que às 10:20 se apresentaram na sala de professores para lerem excertos deste livro nas duas línguas.
Também os alunos de Teatro conseguiram superar a sua timidez fazendo os quadros vivos do estereótipo do personagem da língua que representaram: uma chinesa de movimentos lentos, uma dançarina sevilhana, um Chaplin divertido, uma rainha de Inglaterra com o seu ar distante, uma alemã da Baviera, a lembrar os Alpes, e Leonardo e Mona Lisa numa pintura ao vivo.
Um momento a repetir pela dimensão de inclusão a que remete, nestes momentos literários.
Também os alunos de Teatro conseguiram superar a sua timidez fazendo os quadros vivos do estereótipo do personagem da língua que representaram: uma chinesa de movimentos lentos, uma dançarina sevilhana, um Chaplin divertido, uma rainha de Inglaterra com o seu ar distante, uma alemã da Baviera, a lembrar os Alpes, e Leonardo e Mona Lisa numa pintura ao vivo.
Um momento a repetir pela dimensão de inclusão a que remete, nestes momentos literários.
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