quarta-feira, 24 de abril de 2019

Comemorações do 25 de abril - exposição de livros censurados


Durante o Estado Novo, inúmeros livros tiveram problemas de vária ordem com a censura e a polícia política. Nesse contexto, graças à colaboração do Escritor Vieirense, Francisco Duarte Mangas, foi possível reunir um conjunto de obras censuradas e organizar uma exposição (na Biblioteca Escolar) aberta a toda a comunidade escolar. Deste modo, será possível mostrar, particularmente aos nossos alunos, que nem sempre foi possível aceder facilmente ao conhecimento que um livro tem para nos oferecer.
Esta é, sem dúvida, mais uma razão para festejarmos com grande alegria o 25 de abril!



DIA MUNDIAL DO LIVRO


A 23 de abril, comemora-se o dia mundial do livro. A nossa escola assinalou a data com a colaboração de vários docentes. Nesse sentido, foram colados diversos cartões nas mesas e a estratégia foi a seguinte:

- Deixar os alunos que tinham os ​nomes dos autores nos seus cartões lerem o excerto da obra;

- Pedir ao colega que possuía o ​título do livro correspondente para se levantar e mudar de lugar para junto do aluno que leu;

- Incentivar os alunos a passarem pela Biblioteca e requisitarem um livro para leitura domiciliária.

quinta-feira, 4 de abril de 2019

Exposição de EV 3º Ciclo - Arte e engenho

Está a decorrer, na Biblioteca Escolar (BEVA), uma exposição de trabalhos produzidos na disciplina de Educação Visual (3ºciclo) no âmbito da temática ARTE e ENGENHO.
Nos próximos dias, não percam a oportunidade de nos visitar.


terça-feira, 26 de março de 2019

Workshops de escrita criativa - o resultado está à vista!


Palavras à sorte

Escolhi uma palavra a sorte
e calhou-me “portuguesa”
Não consigo fazer um poema.
Mas que tristeza!

Isto não vai ficar bem
nem com ajuda de magia.
Cada vez que escrevo poemas
Desrespeito a poesia.

Já não vem nada
A esta cabeça oca
Mais vale escrever porcaria
Do que dizê-la pela boca.

Diogo Dias 11A

Cinema com palavras.
Menores com vida.
Abre a janela, cidade aberta.
Vê e ouve livros.
Neste mês de março abre a janela.

Diogo Soares 11A

Arrisca Riscar

Marie é assediada pelo Georges, que lhe rouba a prostituta. Os problemas só começaram...

Diogo Dias 11A

Com vergonha do segundo marido, Alberta mata o cão, dentro das grandes paredes da casa, com as janelas abertas. Duas das filhas, lutam uma com a outra para conquistarem o seu amigo. A escolha de uma luta é um apelo à violência que aumenta no mundo.

Gonçalo Lemos 11A

Quando pensas que a tua vida é má, mas vês uma imagem do passado, no qual crianças trabalham como escravas, quase de graça, sem acesso à liberdade da infância, apercebes-te de que afinal aquele 3,3 a matemática não é razão para o suicídio.

Carlos Alves 11A

Fragmentos

Acordei ontem de manhã de um sono inocente. Comecei a ver, sentir e ouvir, e descobri que estava à descoberta, à procura de algo ou alguém, à procura de um fim, à procura de algo que começasse e acabasse, como a lenha acaba em cinzas brancas depois de ardida, à procura de visões, à procura de diferentes formas de procurar…

Daniel Campos 11A

Braga, cidade bela
Onde os deuses repousaram
Por paisagens quase sentimentais
A cultura foi criada.

Catarina Pereira 11A

Existia um cão
Com um bom coração.
Ele gostava de viajar
Por dentro do mar.

O cão era o capitão,
Chefe do navio.
Não tinha ninguém no coração
Pois o tinha vazio.

Ariana Morais 11A

Quando tudo parece acabar
A música é única opção
Pois com ela conseguimos acalmar
O desespero do nosso coração.

Apesar de tudo piorar
Só há uma forma de esquecer:
Colocar os fones a tocar
E esquecer da vontade de morrer.

José Vilaverde 11A

Retorno ao ponto de partida a fingir que está tudo bem: o corpo rasgado e vestido com roupa passada a ferro como forte, oposto da chegada com restos de chamas dentro do corpo, entre um começo e o outro não há nada senão gritos desesperados sob as conversas.

Carlos Alves 11A

Por mais que o tempo passe
eu não consigo com este sofrimento de amar.
Por isso mesmo eu não sei o que faça,
portanto não me critique por minha raiva descarregar.

Por mais que eu tente não posso fugir
E o melhor que eu faço
É descarregar e a boca abrir.

João Barroso 11D

Poema ladrão.

Homem Ferreira de Melo.

À força de um alento verdadeiro
deixa que a minha solidão
prolongue mais a tua.
Parece uma renúncia que ali vai
a ver fantasmas e a dançar na lua,
a rasgar seu magro cativeiro.
É um carvalho a nascer
nas noites estreladas
até ao abismo da ternura derradeira.

Alberto Nemesio

A tempo entrei no tempo
E a minha voz contente dá as boas noites
E lá fora um grande silêncio
Como um Deus que dorme

A tarde suave e os ranchos que passam
Como quem se salva a tempo
Com mais tempo terei tempo
Sentir a vida a correr por mim

Ana Luísa 11A

Vergílio Meireles

Desgaste, corrosão do que de novo
de ti, de mim, da coisa perguntada,
do silêncio da coisa irrespondida. Entre um começo e outro não há nada
não se as minhas perguntas aos depósitos do nada,
exceto nada da vida vivida
pergunto-te onde se acha minha vida.

Inês Magalhães 11A


Dá-me a tua mão.
Parece uma renúncia que ali vai.
A força de um alento verdadeiro.
Deixa que a minha solidão
Da bolota que cai
até ao abismo da ternura derradeira
a rasgar o seu negro cativeiro! Ser!
Nas noites estreladas
E é um carvalho a nascer.
Dá-me a tua mão companheira.
Do que a vida é capaz...
Para aqui de mãos dadas!
O que o dedal da seiva faz
a ver os fantasmas a dançar na lua.

Bárbara Lobo 11A

Meto-me por dentro, e fecho a janela.
A tempo entrei no tempo
E lá fora um grande silêncio como um Deus que dorme.
Sem tempo dele sairei.
Oxalá a minha vida seja sempre isto
Contra tempo, eterno
O dia cheio de sol ou suave de chuva.
No fim dos tempos serei
o último olhar amigo dado ao sossego das árvores.
A paz que usei, e a minha voz contente dá as boas noites
E entretanto, durei.

Diogo Soares 11A

Se é real a luz branca
julguei possuir estrelas
desta lâmpada
real a mão que escreve
são reais os olhos que olham a escrita?
Ai como estrelas andaram
misteriosas e distantes.

Diogo Dias 11A

Enfim, depois de tanto ano passado
Apesar das ruínas e da morte
Tantas retaliações, tanto perigo
A força dos meus sonhos é tão forte
Nunca perdido, sempre reencontrado
Um bicho igual a mim, simples e humano
Sempre comigo um pouco atribulado.

Ricardo Pereira 11A


Antero de Moraes

Enfim, junto do mar tanto perigo.
O velho amigo hesita dum pensamento.
Um pouco atribulado lamento.
Força obscura? Tortura comigo!

João Barroso 11D

segunda-feira, 25 de março de 2019

Encerramento da Semana da Leitura

"Janelas itinerantes".... Com caixilhos imaginários, a biblioteca abriu a sua janela à comunidade. Foi precisamente no último dia da Semana da Leitura, quando as letras já começavam a repousar um pouco...
Começámos por invadir a EB1 Domingos Abreu, com um poema de Miguel Torga... e outros leituras / declamações se seguiram.

Sei um ninho.
E o ninho tem um ovo.
E o ovo, redondinho,
Tem lá dentro um passarinho
Novo.

Mas escusam de me atentar:
Nem o tiro, nem o ensino.
Quero ser um bom menino
E guardar
Este segredo comigo.
E ter depois um amigo
Que faça o pino
A voar...

Ainda houve tempo para presentear a Vereadora da Educação com a musicalidade das palavras da proposição de "Os Lusíadas" de Luís Vaz de Camões.


"As armas e os barões assinalados,Que da ocidental praia Lusitana,Por mares nunca de antes navegados,Passaram ainda além da Taprobana,Em perigos e guerras esforçados,Mais do que prometia a força humana,E entre gente remota edificaramNovo Reino, que tanto sublimaram..."



A passagem pela Creche concretizou-se no regresso à escola.
A Direção do Agrupamento teve direito ao ponto final...




Muito obrigada à Professora Maria Ferreira e aos meninos do 9º C que nos acompanharam nesta atividade.

A Hora do Conto esteve presente na Semana da Leitura


Era quinta feira. Estávamos quase na reta final da Semana da Leitura e entrámos no mundo da literatura infantil em que lobos são os principais protagonistas desta tarde quente de primavera. 
Pela voz, corpo e alma de Estefânia Surreira, “Tio Lobo” - escrito por Xose Ballesteros e ilustrado por Roger Olmos - e “Mocho Comi” - escrito por Carlos Nogueira e ilustrado por Marta Madureira - surgem com um lobo sempre pronto a engolir inteiro quem lhe aparecer à frente, mas também cheio de ensinamentos na moral final de ambas as histórias. O “Tio Lobo” alerta para os perigos da mentira e da gulodice e o lobo devorador de mochos não resistiu à argúcia do sábio mocho, em “Mocho Comi”.
“A Toupeira que Queria Saber Quem Lhe Fizera Aquilo na Cabeça” de Werner Holzwarth, arrancou gargalhadas até às lágrimas com a toupeira em busca do autor do poio que foi ostentando ao longo da história. 
Um belo fim de tarde para todos os ouvintes. 

Obrigada mais uma vez Estefânia!

segunda-feira, 18 de março de 2019

Semana da leitura - Workshop de escrita criativa


Há palavras que fluem naturalmente como a água corrente de um rio. Outras há que embatem nos rochedos da timidez ou simplesmente se escondem à espera de uma oportunidade para saltar cá para fora. Com a finalidade de libertar a inspiração oculta pelos sorrisos rasgados e o olhar cintilante dos nossos jovens, a equipa da Biblioteca Escolar realizou dois workshops de escrita criativa, um direcionado aos alunos do 11º A e outro ao 11ºD.

As técnicas utilizadas não constituem novidade, mas revelam-se funcionais: “poema ladrão”; criação poética a partir de recortes de frases / palavras; escrita inspirada em receitas, anúncios, rótulos de alimentos, entre outros; produção a partir de artigos de revista, nos quais são riscadas algumas palavras.

O resultado espelhou-se na concentração dos alunos durante estas sessões. Rodopiando de mesa em mesa, de modo a passar por todo o tipo de estratégia, os papéis brancos, inicialmente fornecidos, rapidamente se preencheram de palavras escondidas entre os sonhos, acorrentadas entre as inúmeras tarefas que os currículos atuais exigem.

E assim, do nada (ou quase), a alma lusitana, eternamente poética, se libertou por uns instantes…

«Escreve, se puderes, coisas que sejam tão improváveis como um sonho, tão absurdas como a lua-de-mel de um gafanhoto e tão verdadeiras como o simples coração de uma criança.» (Hemingway , Ernest)