segunda-feira, 6 de maio de 2019

Leonardo da Vinci




Estamos em maio, e foi neste mês, há 500 anos que Leonardo da Vinci morreu. Mas tal foi a sua imaginação e tantas invenções planeou pôr em prática, que até à data de hoje podemos usufruir da sua obra.
Pelas mãos dos alunos do agrupamento foram recriadas miniaturas dos seus engenhos, reproduzido o seu rosto em de várias formas e usando diversos materiais.
Esta é uma das exposições temporárias da biblioteca que, acompanhada de livros alusivos ao tema, pode ser visitada até ao fim do mês de maio.

terça-feira, 30 de abril de 2019

Fase Intermunicipal - Concurso Nacional de Leitura

Ontem, decorreu, em Famalicão, a fase intermunicipal do Concurso Nacional de Leitura.
O nosso agrupamento fez-se representar pelos alunos apurados na fase de escola:
-Rosalina Saraiva (4ºG) - EB Domingos Abreu
-Sofia Beatriz Araújo  (4ºD) - EB Cávado
-Carlos Silva (5ºE)
-Ana Catarina Rodrigues (6ºD)
-Inês Gonçalves (6ºD)
-Luciana Campos (9ºE)
-Érica Fernandes (12ºA)

A Mariana Pereira (12ºC) esteve ausente por motivo de doença.


Durante a manhã, realizou-se a prova escrita. Esta permitiu apurar um grupo de cinco alunos por ciclo de ensino. Estes subiram ao palco, durante a tarde, para participarem na parte oral do evento.
A nossa Érica esteve entre os cinco finalistas do Secundário. Infelizmente, a sorte não permitiu que seguisse para a fase Nacional... Contudo, com a serenidade, manifestada ao longo das três provas desempenhadas em palco, revelou estar ao nível de um grande vencedor.

Muitos parabéns a todos os nossos alunos que participaram neste Concurso Nacional de Leitura, deram o seu melhor e isso é que, de facto, conta!


quarta-feira, 24 de abril de 2019

O paraíso são os outros...

Os alunos do 9ºC foram, hoje, à Biblioteca para uma sessão de sensibilização no âmbito da Educação para a Saúde, especificamente a temática da Sexualidade Humana.
O ponto de partida para o debate foi a obra "O paraíso são os outros" de Walter Hugo Mãe.


Reparo desde pequena que os adultos vivem muito em casais. Mesmo que não sejam óbvios, porque algumas pessoas têm par mas andam avulsas como as solteiras, há casais de mulher com homem, de homem com homem e outros de mulher com mulher.
Depois, há casais de pássaros, coelhos, elefantes, besouros.
Os pinguins são absurdamente fiéis, quero dizer: há também casais de pinguins, e até de golfinhos. Tudo por causa do amor.
O amor constrói. Gostarmos de alguém, mesmo quando estamos parados durante o tempo de dormir, é como fazer prédios ou cozinhar para mesas de mil lugares.
Mas amar é um trabalho bom. A minha mãe diz.

Comemorações do 25 de abril - exposição de livros censurados


Durante o Estado Novo, inúmeros livros tiveram problemas de vária ordem com a censura e a polícia política. Nesse contexto, graças à colaboração do Escritor Vieirense, Francisco Duarte Mangas, foi possível reunir um conjunto de obras censuradas e organizar uma exposição (na Biblioteca Escolar) aberta a toda a comunidade escolar. Deste modo, será possível mostrar, particularmente aos nossos alunos, que nem sempre foi possível aceder facilmente ao conhecimento que um livro tem para nos oferecer.
Esta é, sem dúvida, mais uma razão para festejarmos com grande alegria o 25 de abril!



DIA MUNDIAL DO LIVRO


A 23 de abril, comemora-se o dia mundial do livro. A nossa escola assinalou a data com a colaboração de vários docentes. Nesse sentido, foram colados diversos cartões nas mesas e a estratégia foi a seguinte:

- Deixar os alunos que tinham os ​nomes dos autores nos seus cartões lerem o excerto da obra;

- Pedir ao colega que possuía o ​título do livro correspondente para se levantar e mudar de lugar para junto do aluno que leu;

- Incentivar os alunos a passarem pela Biblioteca e requisitarem um livro para leitura domiciliária.

quinta-feira, 4 de abril de 2019

Exposição de EV 3º Ciclo - Arte e engenho

Está a decorrer, na Biblioteca Escolar (BEVA), uma exposição de trabalhos produzidos na disciplina de Educação Visual (3ºciclo) no âmbito da temática ARTE e ENGENHO.
Nos próximos dias, não percam a oportunidade de nos visitar.


terça-feira, 26 de março de 2019

Workshops de escrita criativa - o resultado está à vista!


Palavras à sorte

Escolhi uma palavra a sorte
e calhou-me “portuguesa”
Não consigo fazer um poema.
Mas que tristeza!

Isto não vai ficar bem
nem com ajuda de magia.
Cada vez que escrevo poemas
Desrespeito a poesia.

Já não vem nada
A esta cabeça oca
Mais vale escrever porcaria
Do que dizê-la pela boca.

Diogo Dias 11A

Cinema com palavras.
Menores com vida.
Abre a janela, cidade aberta.
Vê e ouve livros.
Neste mês de março abre a janela.

Diogo Soares 11A

Arrisca Riscar

Marie é assediada pelo Georges, que lhe rouba a prostituta. Os problemas só começaram...

Diogo Dias 11A

Com vergonha do segundo marido, Alberta mata o cão, dentro das grandes paredes da casa, com as janelas abertas. Duas das filhas, lutam uma com a outra para conquistarem o seu amigo. A escolha de uma luta é um apelo à violência que aumenta no mundo.

Gonçalo Lemos 11A

Quando pensas que a tua vida é má, mas vês uma imagem do passado, no qual crianças trabalham como escravas, quase de graça, sem acesso à liberdade da infância, apercebes-te de que afinal aquele 3,3 a matemática não é razão para o suicídio.

Carlos Alves 11A

Fragmentos

Acordei ontem de manhã de um sono inocente. Comecei a ver, sentir e ouvir, e descobri que estava à descoberta, à procura de algo ou alguém, à procura de um fim, à procura de algo que começasse e acabasse, como a lenha acaba em cinzas brancas depois de ardida, à procura de visões, à procura de diferentes formas de procurar…

Daniel Campos 11A

Braga, cidade bela
Onde os deuses repousaram
Por paisagens quase sentimentais
A cultura foi criada.

Catarina Pereira 11A

Existia um cão
Com um bom coração.
Ele gostava de viajar
Por dentro do mar.

O cão era o capitão,
Chefe do navio.
Não tinha ninguém no coração
Pois o tinha vazio.

Ariana Morais 11A

Quando tudo parece acabar
A música é única opção
Pois com ela conseguimos acalmar
O desespero do nosso coração.

Apesar de tudo piorar
Só há uma forma de esquecer:
Colocar os fones a tocar
E esquecer da vontade de morrer.

José Vilaverde 11A

Retorno ao ponto de partida a fingir que está tudo bem: o corpo rasgado e vestido com roupa passada a ferro como forte, oposto da chegada com restos de chamas dentro do corpo, entre um começo e o outro não há nada senão gritos desesperados sob as conversas.

Carlos Alves 11A

Por mais que o tempo passe
eu não consigo com este sofrimento de amar.
Por isso mesmo eu não sei o que faça,
portanto não me critique por minha raiva descarregar.

Por mais que eu tente não posso fugir
E o melhor que eu faço
É descarregar e a boca abrir.

João Barroso 11D

Poema ladrão.

Homem Ferreira de Melo.

À força de um alento verdadeiro
deixa que a minha solidão
prolongue mais a tua.
Parece uma renúncia que ali vai
a ver fantasmas e a dançar na lua,
a rasgar seu magro cativeiro.
É um carvalho a nascer
nas noites estreladas
até ao abismo da ternura derradeira.

Alberto Nemesio

A tempo entrei no tempo
E a minha voz contente dá as boas noites
E lá fora um grande silêncio
Como um Deus que dorme

A tarde suave e os ranchos que passam
Como quem se salva a tempo
Com mais tempo terei tempo
Sentir a vida a correr por mim

Ana Luísa 11A

Vergílio Meireles

Desgaste, corrosão do que de novo
de ti, de mim, da coisa perguntada,
do silêncio da coisa irrespondida. Entre um começo e outro não há nada
não se as minhas perguntas aos depósitos do nada,
exceto nada da vida vivida
pergunto-te onde se acha minha vida.

Inês Magalhães 11A


Dá-me a tua mão.
Parece uma renúncia que ali vai.
A força de um alento verdadeiro.
Deixa que a minha solidão
Da bolota que cai
até ao abismo da ternura derradeira
a rasgar o seu negro cativeiro! Ser!
Nas noites estreladas
E é um carvalho a nascer.
Dá-me a tua mão companheira.
Do que a vida é capaz...
Para aqui de mãos dadas!
O que o dedal da seiva faz
a ver os fantasmas a dançar na lua.

Bárbara Lobo 11A

Meto-me por dentro, e fecho a janela.
A tempo entrei no tempo
E lá fora um grande silêncio como um Deus que dorme.
Sem tempo dele sairei.
Oxalá a minha vida seja sempre isto
Contra tempo, eterno
O dia cheio de sol ou suave de chuva.
No fim dos tempos serei
o último olhar amigo dado ao sossego das árvores.
A paz que usei, e a minha voz contente dá as boas noites
E entretanto, durei.

Diogo Soares 11A

Se é real a luz branca
julguei possuir estrelas
desta lâmpada
real a mão que escreve
são reais os olhos que olham a escrita?
Ai como estrelas andaram
misteriosas e distantes.

Diogo Dias 11A

Enfim, depois de tanto ano passado
Apesar das ruínas e da morte
Tantas retaliações, tanto perigo
A força dos meus sonhos é tão forte
Nunca perdido, sempre reencontrado
Um bicho igual a mim, simples e humano
Sempre comigo um pouco atribulado.

Ricardo Pereira 11A


Antero de Moraes

Enfim, junto do mar tanto perigo.
O velho amigo hesita dum pensamento.
Um pouco atribulado lamento.
Força obscura? Tortura comigo!

João Barroso 11D